logistica cespHoje, um trabalhador que entra neste sector de actividade* tem um salário igual aos que já lá estão há 5, 10, 15, 20 e mais anos, numa clara aposta destas empresas na desvalorização das carreiras profissionais.

* (Supermercados, Hipermercados, Armazéns, Logísticas e lojas especializadas da grande distribuição)

 

Os Trabalhadores das empresas de distribuição vão estar em greve no próximo dia 31 de Janeiro de 2020 em luta por:

- O aumento dos salários de todos os trabalhadores em 90€ (3€/dia) em Janeiro de 2020;

- A valorização das carreiras e qualificações profissionais adquiridas ao longo dos anos de trabalho;

- Horários de trabalho regulados que permitam a conciliação entre a vida pessoal e familiar e a vida profissional;

- A passagem a contrato sem prazo de todos os trabalhadores a ocupar postos de trabalho permanente.

O processo negocial de revisão dos salários dos trabalhadores arrasta-se desde Setembro de 2016.

A última proposta patronal para aumento dos salários, a ser aceite pelos sindicatos, colocaria os níveis salariais onde se situam mais de 80% dos trabalhadores nos 635 euros, uma vergonha para um sector onde são gerados milhões de euros de lucros.

Os patrões e a APED não valorizam a carreira profissional e as aprendizagens adquiridas ao longo dos anos.

Hoje, um trabalhador que entra neste sector de actividade tem um salário igual aos que já lá estão há 5, 10, 15, 20 e mais anos, numa clara aposta destas empresas na desvalorização das carreiras profissionais.

A proposta da APED e dos patrões para aumento dos salários da tabela salarial é de 1,4% em cima dos valores acordados para 2016. O SMN de então para cá subiu 105 euros. Este é o valor da perda de poder de compra dos trabalhadores do sector que se transferiu, integralmente, para o aumento exponencial dos lucros dos patrões.

A 31 de Janeiro de 2020 os trabalhadores do sector vão estar em greve

Pelo aumento dos salários em 90 euros por mês, 3 euros por dia

Pela valorização das carreiras profissionais

 

Fonte: CESP